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Transplante em adulto com leucemia

Transplante com célula-tronco do sangue de cordão umbilical em adulto com leucemia

Na Alemanha, médicos curam leucemia com célula-tronco do cordão umbilical.

Sue Fister descobriu que tinha leucemia quando tinha 50 anos de idade. Os médicos sugeriram um transplante de medula óssea como uma opção de tratamento para salvá-la, mas depois de dois transplantes sem sucesso ela estava perto de desistir. “Eu estava com o coração partido quando eu descobri que havia perdido minha segunda chance de sucesso no transplante”.

Porém, outra opção de tratamento ainda permanecia: um transplante de sangue de cordão umbilical. Fister recebeu seu terceiro transplante aproximadamente cinco anos depois, e desde então ela está livre da doença. “O nascimento de uma criança salvou a minha vida”. Disse ela: “Isso é quase um milagre”.

A opção do transplante de cordão umbilical é resultado de diversos estudos, acumuladas por pesquisas clínicas há mais de 20 anos.

O primeiro relato de transplante com sangue do cordão umbilical foi em 1988, onde uma criança com uma doença rara, anemia de fanconi, recebeu as células-tronco do cordão umbilical da irmã recém-nascida.

O aumento do relato da utilização das células-tronco do cordão umbilical nos últimos anos mostrou a segurança desta fonte de células para tratamento de mais de 80 doenças e também em outros tipos, como doenças metabólicas, a exemplo da doença de krabbe ou adrenoleucodistrofia e ainda em pesquisas para tratamento da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

A expansão de células-tronco é uma área importante e promissora de pesquisa, a qual visa aumentar o total de célula em laboratório, antes do transplante. Os cientistas acreditam que aumentar a dose celular resulta em uma “pega” (período em que o paciente está esperando as células-tronco repovoarem a medula que está danificada), além de deixar o paciente menos vulnerável a uma infecção e outras complicações pós-transplante.

Fonte: American Association of Blood Banks – AABB News – 2009

Comentário:

A fonte mais antiga de células-tronco para tratamento de doenças onco-hematológicas é a medula óssea. Porém, o sangue do cordão umbilical, também rico em células-tronco, é fonte preferencial e substitui a medula óssea em diversos tratamentos. É fácil o entendimento da escolha desta fonte de células ao relatarmos suas vantagens: como fácil obtenção de células, pois é um material que seria descartado após o nascimento do bebê; pronta para utilização, apresenta maior potencialidade das células, por serem “jovens” e por não terem sido expostas a fatores ambientais físicos, químicos e biológicos e ainda por apresentar menor incompatibilidade quando um transplante é realizado em pacientes que não são da mesma família do doador.

Dra. Andresa Forte – Farmacêutica.
Andresa Forte
Pesquisadora da Universidade de São Paulo
Membro da Sociedade de Terapia Celular – IST
Responsável pelo laboratório de cultivo e expansão celular da CordCell