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Brasil faz teste inédito com células-tronco para doença pulmonar

O Brasil inicia teste mundial do uso de células-tronco adultas no tratamento de doenças respiratórias em humanos

Brasil faz teste inédito com células-tronco para doença pulmonar.

O Brasil inicia teste mundial do uso de células-troncos adultas no tratamento de doenças respiratórias em humanos. O experimento está sob responsabilidade da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Dez pacientes portadores de silicose – uma inflamação que causa enrijecimento dos pulmões – receberão injeções com suas próprias células-tronco.

Será apenas uma aplicação por pessoa. Todos os pacientes, cuja seleção envolveu critérios restritivos – como ausência de pneumonia -, serão avaliados após um ano de tratamento.

Segundo Marcelo Morales, um dos coordenadores do projeto de pesquisa, nestes 12 meses iniciais, o grande objetivo do grupo é testar exclusivamente a segurança do método.

O procedimento está aprovado pelo Conep (Conselho Nacional de Saúde), órgão do governo federal responsável por autorizar pesquisas com humanos no país, desde outubro.

A silicose, inflamação no pulmão deflagrada pelo contato com o pó de sílica, atinge 6 milhões de pessoas no país. Trabalhadores da indústria naval são os mais atingidos.

“Esse protocolo desenhado para a silicose é fundamental também para o tratamento de outras doenças com células-tronco”, disse Morales à Folha.

Segundo o pesquisador, em animais, no laboratório, o método também mostrou que é eficiente para pelo menos outros três tipos de disfunções pulmonares até agora.

“O uso de células-tronco foi bem satisfatório no tratamento de asma grave, síndrome do desconforto respiratório agudo e na doença pulmonar obstrutiva crônica”, afirma o pesquisador da UFRJ.

No nível individual, qualquer opção de tratamento para a silicose é relevante, diz Morales, porque é uma doença que não tem cura. É impossível retirar fisicamente o pó de sílica do pulmão dos trabalhadores. Como esse agente externo é o causador da inflamação, ela se torna crônica e incapacitante.

Nos camundongos, as células-tronco agiram exatamente sobre os macrófagos, quebrando a reação em cadeia provocada por eles e fazendo com que a fibrose diminuísse.

Fonte: Folha de São Paulo – Agosto de 2009.

Comentário:

Neste ano pudemos vivenciar um aumento significativo de pesquisas que têm por objetivo a aplicabilidade terapêutica das células-tronco. Os resultados iniciais positivos têm causado uma euforia na comunidade científica. E levado um “alento” para os portadores de doenças incapacitantes. Médicos, enfermeiros, biólogos e estudiosos da terapia celular cada vez mais estão cientes de que os tratamentos com células-tronco vão abrir um leque de possibilidades de cura para doenças graves e incapacitantes.

Dra. Telma Ingrid Borges de Bellis Kühn.
Telma Ingrid Borges de Bellis Kühn
Mestre em imunologia
Docente do curso de pós-graduação em hematologia e hemoterapia do Senac
Diretora Técnica da CordCell